Aberio Christe - Seja Autêntico

09/06/2011

A Moça e o Vento

Era uma vez uma moça que amava o vento,

Não ligava para o sol, para chuva ou para a lua,

E se encantava somente com o ar em movimento,

Estivesse em casa, no campo, na praia ou na rua.

 

Ansiava encontrar seu desejado amado,

Sem o qual chorava as noites na solidão,

Pedindo que o dia trouxesse de volta seu namorado,

Pois sem ele preferia que padecesse seu coração.

 

Que não pudesse ver o rosto do seu querido,

Não se importava a nobre alma,

Porque o amor que não se vê é melhor sentido,

Tranquiliza a mente e ao espírito traz a calma.

 

Às vezes vendaval, às vezes brisa assoviante,

Chegava impondo a sua mais bela canção,

Trazendo ares de lugares distantes,

Anunciando a chegada de uma nova estação.       

 

Tufão ou tornado se faria aquele vento?

Com nada disso se importava a donzela,

Pois a paixão aumentava a cada momento

Por aquele que seria o melhor esposo para ela.

 

Assim suspirava e sonhava a futura noiva,

Preparando a festa das bodas de casamento,

Desfazendo-se de lembranças e de qualquer coisa

Que pudesse prender sua vida ao antigo tempo.

 

 Não demorou porém para cessar a ventania,

Recuperando o ar a sua cotidiana bonança

E o coração da moça se encheu de agonia,

Pois, foi-se o amado levando nuvens e esperanças.

 

Esta é uma história igual a de muita gente

Que confunde o passageiro com o eterno,

Sufocando a razão, ludibriando a própria mente

E se esquecendo que após o outono vem o inverno.

Aut.: Aberio Christe 


Escrito por Aberio Christe às 22h35
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